12 de jul de 2012

NÍVEIS DE TRABALHO

NÍVEIS DE TRABALHO: Fonseca, M.E.G.F (2006). Guia de avaliação Educacional. Material de uso interno. Apresentação realizada no V TREINA. CEDAP

Nível I – Atividades iniciais:
Neste nível, a criança está aprendendo a fazer transposição da esquerda para a direita a partir de uma tarefa motora simples. Neste nível, não existem critérios de seleção nem exigências cognitivas a não ser o transporte dos estímulos. É uma tarefa preparatória para os níveis futuros e não deve ser a única forma de trabalho com os alunos. Usamos as tarefas de nível I para crianças bem pequenas (2, 3 anos) e para aquelas que ainda não conseguem formar relações entre mais de um elemento (não sabem formar pares, não conseguem emparelhar igualdades, não tem conceito de identidade, não formam categorias, etc).
-Iniciar com atividades de transporte simples e com o favorecimento de respostas corretas para evitar o erro;
-Iniciar com recipientes opacos para que o aluno se atente somente para o trabalho, e não se distraia com a transparência.

Nível II:
As atividades de nível II exigem as mesmas habilidades visomotoras da fase anterior (transporte), mas vai além do simples deslocamento esquerda-direita. Nesta fase, a criança precisa fazer a colocação dos elementos com base em critérios (identidade, cor, forma, tamanho, etc) estabelecendo uma comparação entre os itens da área de armazenamento (direita) e da área de execução (esquerda). Essa tarefa exige um esforço cognitivo maior, pois a partir dos itens apresentados é necessário que a criança use critérios para o emparelhamento. Na fase II, a criança já passa para o transporte de duas ou mais formas diferentes (quando o aluno domina o passo anterior), ou seja,quando o indivíduo já consegue estabelecer igualdades entre objetos
Estas atividades devem ser proporcionadas quando o indivíduo não consegue estabelecer igualdades entre objetos e discriminar objetos
concretos. As atividades são organizadas em pranchas, caixas ou cestas e tem como objetivos: emparelhamentos (objeto X objeto), seleções e encaixes.

Nível III:
Quando o indivíduo já consegue identificar as figuras correspondentes aos objetos (correspondência imagem X objeto concreto) e já consegue discriminar figura de um fundo, já podemos iniciar as atividades de nível III. As atividades propostas são usam imagens e fotos para a execução a partir de habilidades de emparelhamentos (objeto X imagem), seleções, sobreposição, associação, seriação com uso de imagens e objetos. No nível III, a criança já consegue formar pares imagéticos e já entende o que uma imagem plana significa (fotografia, pictograma, desenho). Exige um esforço mais simbólico do que concreto. Começamos a ensinar a questão da igualdade introduzindo sobreposições (um sobre o outro). Em seguida, colocamos os estímulos emparelháveis próximos uns dos outros. Quando a criança já domina, então poderemos aumentar a distancia entre eles.

Nível IV:
Quando o indivíduo já consegue associar imagens idênticas e relacionadas (foto, pictograma ou figuras), quando já estabelece relações por semelhança e função, quando já entende representações escritas e numéricas, podemos dizer que este aluno já tem habilidades para as tarefas de nível IV. Neste nível são propostas atividades de emparelhamentos, associações, seriação, com uso de imagens, letras, sílabas, palavras, números. Corresponde ao maior nível de abstração e simbolismo, facilitando a alfabetização.

Referência:
Fonseca, M.E.G.F (2006). Guia de avaliação Educacional. Material de uso interno. Apresentação realizada no V TREINA. CEDAP
Mesibov, G.B., Schopler, E., & Hearsey, K.A., (1994). Structured Teaching. In E. Schopler & G, B. Mesibov (Eds.), Behavioral issues in autism (pp. 193 - 205). New York: Plenum
Schopler, E. & Mesibov, G. (Eds.) (1994). Behavioral issues in autism. New York: Plenum Press

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